flores -----

La nosa Tierra!


jorgemotalmeida
09/12/07, 20:23:29
Hola


Decidi escribir en Portugués un texto - pienso que vao entiender todo el mesage - sobre la nosa Tierra:


Bem, escrevi este texto há mais ou menos uma hora atrás, sem usar
qualquer livro, artigo, poema, texto e afins. É puramente da minha
autoria. Podem partilhar com todos quanto quiserem, mas indicando a
autoria de quem de direito. Achei por bem deixar aqui na lista em
primeiro lugar. Agradeço a todos os que tiveram a paciência de ler
estas linhas que se seguem:

Milhares de milhões de pessoas e outros seres vivos já pisaram este
pequeno planeta azul. Poucas serão as pessoas que tiveram a plena
consciência da imensidão do tempo que a Terra já atravessou, e muito
menos da incomensurabilidade do espaço, do Universo que nos rodeia. Um
mundo pleno de contrastes, um mundo onde atrocidades desumanas
acontecem em Sudão, Chade, Colômbia, Birmânia, Tibete, faixa de Gaza;
onde a fome leva milhões de crianças que nunca tiveram oportunidade de
conhecer alguma coisa boa que fosse; um mundo onde as guerras
alimentam interesses, um mundo onde as religiões ainda não se
entendem, respeitam mutuamente, incompreensivelmente gerando-se ódio
contrapondo paradoxalmente aos seus mais elementares princípios; um
mundo onde os meios de comunicação manipulam e subjugam o pensamento
crítico das pessoas como meio de controlo por parte de governos; um
mundo de puro consumismo alimentado por repetitivas manobras
publicitárias; um mundo frio e cruel onde milhares de multinacionais
apenas vêem o lucro como fim para as suas acções independemente do seu
impacto no ambiente, independemente de uma pequena alteração das suas
acções poder afectar a vida de milhões de pessoas sem posses; um mundo
sem consciência global humanitária, onde mesmo muitas das organizações
ditas humanitárias parecem impotentes ou mesmo apanhadas na malha de
interesses económicos; um mundo onde os políticos são arrogantes,
insensíveis aos problemas sociais, um mundo onde a Ciência não está a
ser capaz de responder a todos os desafios, apesar da evolução
tecnológica que estamos a viver, um mundo da informação que parece
estar cega ao outro lado duro da Humanidade: os milhões que perecem e
dão um grito, um eco de pedido de ajuda, no qual se perde, duramente,
no meio dos interesses económicos, no meio da corrupção, da
impotência... estamos num mundo que parece egoísta, cego, insensível.
A evolução com sentido de Humanidade nunca se deu... será utópico
pensar num mundo perfeito, mas pelo menos... com alguma dignidade para
com seres humanos que tanto sofrem, poderíamos fazer algo. Não digo
que teremos todos de abraçar essa responsabilidade, cada um de nós
poderá ter preocupações próprias o que será natural. Mas tendo esta
consciência, não podemos ficar indiferentes. Olhando a Terra do
espaço: é naquela bola azul, naquelas porções de terra em que tudo
isto sucede. Na nossa casa que mais parece um asilo, em que cada um
parece olhar para o seu umbigo. Não faz sentido um mundo assim! Este é
um mundo feito de aparências. Quando chegam as alturas festivas, como
a que se aproxima agora, todos se lembram do outro lado,
hipocritamente, fazendo-se assim passar por pessoas de carácter, ou
aquando festivais de cariz benemérito quando por trás a verdade é
outra. É este o mundo de milhares de milhões de anos no qual o Homem
ainda mostra preconceitos de cor, sexo, religião... é este o mundo de
hipocrisia onde estamos... é este o mundo onde os recursos esgotam a
um frenesim esgotante, é este o mundo que temos no terceiro lugar a
contar do Sol.. Ir conquistar outros planetas, como Marte, como forma
de meta, de aparente superioridade a nada conduz enquanto não
tivermos, começarmos a ter plena consciência humanitária global
verdadeira e efectiva. Do fundo do coração, desejava, ingenuamente ou
não, que este fosse um mundo de mais justiça onde ela não existe (ou
quando existe, tentam subvertê-la), um mundo onde a fatalidade parece
omnipresente, desejava que fosse um mundo mais liberto de
preconceitos. Talvez se houvesse uma consciência dos que mandam ---
talvez esta mensagem que escrevo ( seria pedir muito?) devesse ser
dirigida aos dirigentes principais do mundo, será alguma vez possível
mudar a mentalidade, será possível alguma vez criar a verdadeira
sinergia --- para um outro mundo diferente. O mundo seria bem melhor
com o conhecimento verdadeiramente partilhado, com menos crenças, com
menos preconceitos, com menos interesses económicos. Vista do espaço,
a Terra é um maravilhoso ponto azulado mesclada de vórtices de manchas
brancas, onde, por vezes, deixam entrever a porção castanha que nós
pisamos. E, em breve, tudo isto terá sido apenas um bafo no tempo
cósmico. Deveríamos dignificar melhor a nossa presença efémera. Que
projectemos a nossa consciência na imensidão do Universo, não sejamos
pequenos na consciência como a Terra o é no Universo.
De alguém insignifcante neste ponto azul a tentar imaginar o inimaginável.


Eu penso que é bem ilustrativo o que tentei transmitir. Tendo uma
visão global de como as coisas são agora, e tendo plena consciência do
nosso lugar do Universo, tentei expressar o que deverá ir na mente dos
que realmente se preocupam. Dos que se esforçam por uma melhor
Humanidade - e isso já parte da acção de cada dia. Não digo que temos
de salvar o mundo, não é isso que se pede. É um sentimento de
preocupação, de sentimento, de tentar melhorar que levou a este
singelo testemunho.

O meu obrigado pela vossa atenção!

Jorge Almeida

PS ----- o que verdadeiramente custa é que este texto é inconsequente,
impotente...
Isto custa, quando realmente sentido. Como se toda a dor do Universo
fosse realmente sentida.
Podem chamar o que quiserem ao texto, mas não olhem de lado como se
não fosse nada connosco.

falito
10/12/07, 16:39:25
Tienes toda la razón, pero a nosotros no nos queda mas que la impotencia

Un saludo

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